Dicas legais - Reflitamos - Recife/ PE

Pergunta feita a Divaldo Franco:

Uma pessoa que apresenta características mediúnicas que deve desenvolver e não consegue por vários impedimentos, pode tentar educar-se sozinha para ajudar os outros?
 
Resposta:

Pode, mas não deve. Pode porque o desenvolvimento é interior. Deve estudar a doutrina, pratique os seus ensinamentos, procure concentrar-se, mas não exerça a mediunidade a sós porque é um grande risco: pode ser vítima de embustes espirituais, de mistificações por ser o médium passivo. O médium necessita de alguém para avaliar o que ele produz. Se o médium ficar preocupado na avaliação ele perde as possibilidades da concentração porque uma mente não pode fazer duas coisas simultaneamente.

Meditação além do mecanicismo religioso.

“Mas, não se iluda! Quem vive 24 horas plenificado pelas coisas do ego — ganâncias, egoísmos, luxúrias, divertimentos profanos — não pode esvaizar-se, desegoficar-se, em meia hora de meditação; esse se ilude e mistifica a si mesmo por um misticismo estéril. É indispensável que o homem queira fazer uma meditação fecunda e eficiente, viva habitualmente desapegado das coisas supérfluas e se sirva somente das coisas necessárias para uma vida decentemente humana. Luxo e luxúria são lixo e tornam impossível uma vida em harmonia com o espírito do Cristo e do Evangelho.
O homem que queira ser crístico, não apenas cristão, necessita de viver uma vida 100% sincera consigo mesmo, e não se iludir com paliativos e camuflagens que lhe encubram a verdade sobre si mesmo.”.

Conflitos de posse e não posse.

O verdadeiro abandono, porém, não consiste em uma fuga ou deserção externa, mas sim em uma libertação interna. Pode o milionário possuir externamente os seus milhões, e estar internamente liberto deles — e pode, também, o mendigo não possuir bens materiais e, no entanto, viver escravizado pelo desejo de os possuir, e, neste caso, é ele escravo daquilo que não possui, assim como o milionário pode ser livre daquilo que possui. Este possui sem ser possuído — aquele é possuído pelo que não possui. O que decide não é possuir ou não possuir externamente — o principal é saber possuir ou não possuir. Ser rico ou ser pobre são coisas que nos acontecem, de fora — mas a arte de saber ser rico ou de ser pobre, é algo que nós produzimos, de dentro. O que nos faz bons ou maus não é aquilo que nos acontece, mas sim o que nós mesmos fazemos e somos.
A verdadeira liberdade, ou seu contrário, consiste numa atitude do sujeito, e não em simples fatos dos objetos.
... Ser rico não é pecado — ser pobre não é virtude.
Virtude ou pecado é saber ou não saber ser rico ou pobre.
                                                                                                                              Humberto rohden

Vamos tentar?


 

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